De Baku a Tbilisi pelo Caucaso Oriental - Maio 2017 - Ana Amorim


Poucos países no mundo são tão intrigantes quanto o Azerbaijão. Uma terra de contrastes coberta em grande parte por desertos de pedra e areia, com uma geologia única e depósitos de gás natural que ao longo dos séculos criaram fissuras onde o fogo surge espontaneamente.

Por aqui passaram persas, indianos e os povos do Cáucaso, que cruzavam meio mundo para chegar à “Terra do Fogo” e fazer oferendas aos deuses do Zoroastrismo, Animismo e Hinduísmo.

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Com enormes reservas de petróleo nas margens do Mar Cáspio, que servem de base à economia local, e de onde um dos melhores caviares do mundo é extraído. A paisagem é enriquecida por incríveis vulcões de lama, rios e picos cobertos de neve.

A história do Azerbaijão é uma teia de conflitos. Turcos, árabes, persas, mongóis, russos e otomanos garantiram uma mescla de culturas no rasto das sucessivas invasões. Os Azeris falam uma língua similar ao turco, possuem características físicas e religião similar aos iranianos, mas adoptam a cultura e modo de vida dos russos. São um povo hospitaleiro e orgulham-se de Baku, a sua excêntrica capital e de uma gastronomia de eleição.

O Azerbaijão era uma das antigas repúblicas da antiga URSS. Sobrou desse período um governo semiditatorial e a censura. Nem sempre visível para quem os visita, mas presente. O Azerbaijão perdeu cerca de 15% do território em disputas territoriais com a Arménia. O conflito ainda é actual e as fronteiras encontram-se encerradas.

Mesmo ali ao lado está a Geórgia, também uma das antigas repúblicas da URSS, mas com um presente ligeiramente diferente. Enquanto no Azerbaijão a família Aliyev governa com mão de ferro há mais de duas décadas, na Geórgia, a revolução rosa (pacífica) retirou do poder o presidente Eduard Shevardnazadze (e sua família) depois de uma década de poder, quando os escândalos de corrupção associados já se perdiam de vista. O país sofreu um rude golpe no conflito recente com a Rússia por causa de duas regiões separatistas (Ossétia e Abecássia), perdendo parte do seu território. A região do Cáucaso é rica em história, disputas territoriais e divisões entre os povos que a habitam. Fazer-lhe justiça é dizer que é no mínimo intrigante.

Da Geórgia, nomeadamente da pequena cidade de Gori (50 km da capital Tbilisi), chegou um dos nomes de pior fama da antiga URSS. Nem mais, nem menos do que Josef Stalin, o filho da terra cuja remoção da estátua na praça principal nos deixa antever que o orgulho pelo seu desempenho há muito que abandonou os seus conterrâneos. Não é para menos, já que o antigo ditador foi o responsável por mais de 27 milhões de mortes. Ainda assim, ao contrário do que Josef costumava fazer, nós não mudaremos a história e tentaremos aprender sobre o que ali se passou.

O Azerbaijão e a Geórgia são pérolas escondidas. Destinos relativamente perto do centro da Europa e que não devemos perder antes que, hordas de turistas, imitando povos de outros tempos, os invadam novamente.



Programa :

Dia 1:
Chegada e encontro em Baku.


Dia 2:
Visita a Baku: Old City, Isheri sheher, Maiden Tower, Palace of the Shirvanshahs, Mosque.
Pausa para cha em local tradicional.
Aliyev centre (arquiteta iraniana Zaha Hadid).
Bulvar, Carpet Museum (opcional), Kiroc Park, Martyr’s Lane, Eternal Flame, Mosque of Martyrs.
Phillarmonic Hall, Fountain Square.
Jantar em local tradicional.


Dia 3:
Dia de hiking e visita aos vulcoes de lama e petroglifos no Qobustan National Park (Unesco).


Dia 4:
Inicio de roadtrip de Baku a Tbilisi pela rota trans-caucasiana. Noite na aldeia historica de Sheki


Dia 5:
Continuacao de roadtrip, chegada a Tbilisi.


Dia 6:
Visita a Tbilisi: Narikala Fort, Orthodox churches (Anchiskhati Basilic , Sameba Cathedral, Kashveti Church). Palace of Justice, Rike Park, Bridge of Peace, Kartvlis Deda statue, Lake Kus Tba. 


Dia 7:
Tour termina em Tbilisi. Regresso a casa.


Quanto penso gastar? 440 Eur.  (sem avião)




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